A gente vai cansando...
Toda semana é a mesma coisa.
Alguém por um acaso conhece algum jornalista, antropólogo, sociólogo ou qualquer outro “ólogo” que trabalha em uma agência de publicidade, promoção ou, como dizem por aí, comunicação 360°...
Se conhece, por favor, deixe aqui a sua opinião.
Tudo bem, eu sou jornalista formada. Mas, por estar há anos trabalhando no labirinto infundado de egos e opiniões publicitárias, não me considero mais uma jornalista. Na verdade, nunca me considerei. E, se vc conhece alguém, de verdade, que consegue exercer o seu trabalho de “ólogo” (e não pilantrólogo”) estando inserido no mundo da publicidade, repito a minha solicitação e escrevo: Por favor, deixe a sua opinião e, se possível, nome e telefone desse ser também.
Esses dias, fui em uma palestra e o palestrante falou que não gosta da palavra tendência... gente, tendência é tendência e se eu não usar isso, que eu que vou usar? O problema não é usar a palavra, mas é colocada em um contexto hype que não existe. Em um contexto hype que eu não me enquadro. E que eu nunca consegui me enquadrar. Um contexto que me persegue e, todos os dias, tenta me colocar onde eu nunca quero estar.
Que o mundo publicitário é feito de blábláblá eu já sabia, mas ser sempre o mesminho blábláblá desde que cheguei a São Paulo, isso sim me cansa.
É sempre equipe multidisciplinar. É sempre pessoas e não consumidores. É sempre o consumidor no comando. É sempre “ofereci mobile marketing primeiro”. É sempre “apostem nas redes sociais”. Balela!!!
A gente acha que sabe demais. Acha que chegou no melhor conceito. Na melhor idéia. Naquela sacada espetacular.
Sacada que só a gente mesmo entende. E bate palma e fala: genial, du caralho.
A minha mãe que tá em casa, tá cagando para a sacada genial. Ela nem entende a sacada genial. Ela compra porque ela precisa. Ela conhece por conhece e só.
Nem venham me contrariar com essa história toda de mensagem subliminar, mensagem por repetição e essas teorias de Kotler que a gente sempre recorre quando está tão frustrado com a mediocridade do nosso trabalhinho genial feito, cada vez mais, só para a gente.
Não achem que eu tô ficando louca, porque sou sim uma daqueles planejamentos que usam 150 slides para comprovar que conheço a mente de pessoas que eu nunca vi na vida e que, no momento, estão muito mais preocupadas em sobreviver do que em entender o que a minha propaganda estão querendo dizer.
Hoje eu só quero dizer que uma idéia é uma idéia. As vezes é boa. As vezes é ruim e as vezes nem idéia é. E tudo bem também!
E que eu, sou só eu. Sem entender porra nenhuma de cabeça de consumidor, sem entender nada de baixa renda. Sem entender nem meus pensamentos.
E você também, é só você. Que pode ter um grupinho de amigos que te acha criativo. Que pode ter clientes que topam levar o que vc sugeriu para Cannes. Que pode achar que sabe alguma coisa, mas num sabe porra nenhuma e até hoje, está se perguntando porque levou um pé na bunda aos 11 anos.
Aqui, sou só eu experimentando. Novos caminhos, novos processos. Novos discursos.
E aí é só você. Achando que sabe mais do que sabe e testando mais do que acertando.
Aqui sou só eu que, no máximo, consigo dizer do que EU gosto. Isso se eu não estiver na TPM.
E aí é só você que nem sabe dizer o que gosto. Mesmo fora da TPM. Mesmo se eu te contar o que é.
E, para terminar, já que se dizem tão criativos, inventa um discurso novo, vai. Por favor.
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