segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"O meu mundo não é como o dos outros,
Quero demais, exijo demais,
Há em mim uma sede de infinito,
Uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
Pois estou longe de ser uma pessimista;
Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada.
Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... Sei lá de quê!"

Florbela Espanca

sábado, 14 de novembro de 2009

Momento mocinha!!!
Último diagnóstico: três horas da manhã e a maluca aqui está na internet procurando tudo e mais um pouco que existe no mundo sobre esmaltes.
Em especial os foscos (ops, os mates) que são a última moda e os neon, bem coloridos. Charme puro!
Quero comprar todos!









quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eu não conheço o Lucas. Mas, já o chamo de Luquinha.
E também, não conheço a mãe do Lucas, mas sei que ela é uma moça simpática que se esconde atrás de um substantivo e de uma @.
Acontece que o Luquinha e a @mãe do Luquinha me emocionaram muito nesta tarde de novembro. Mesmo sem saber e mesmo que eu não os tenha convidado formalmente.
Me emocionaram não só porque hoje é aniversário dele (mais um de muitos) ou porque ela escreveu um texto lindo no ano passado para comemorar a data e tem medo de escrever outro com medo de não chegar a altura.
Não porque eu não conheça amor de mãe, não porque eu não tenha uma mãe que me ame como a @, não porque eu não amarei meu filho como ela, mas porque desde que eu cheguei aqui em São Paulo me passam tantos detalhes da vida despercebidos que eu pensei que nesta selvageria louca, tudo se resumisse a 140 caracteres.
Eu gosto do Luquinhas por fazer a mãe dele sorrir e eu gosto da mãe dele por se lembrar de cada motivo que ele lhe dá para isso. E eu gosto do que li porque me vejo longe da minha mãe hoje, mas muito mais perto de onde quero chegar.
Não me importa se o que eu escrevi é piegas.
Não importa se eu não conheço a mãe e o Luquinhas, apesar de serem próximos a ponto de me sentir ao lado da minha mãe.
Não importa o tanto de job que eu tenho para fazer ou a notícia que eu acabei de receber que me inspirou o post anterior.
Agora eu só quero falar com o Luquinha: "mocinho lindo, daqui a alguns anos talvez a gente não se lembre de nada. Mas queria que soubesse que hoje, a sua mamãe inspirou uma desconhecida a relembrar a sua própria vida, por você. Obrigada por existir. Com carinho, da tia Ju"
Tem nada pior do que você perder quando você acha que vai ganhar.
Há umas duas semanas para trás, eu tinha um job aqui na agência.
Era importante. Muito. Mas ninguém pareceu dar muita bola para ele.
Era grande. Robusto, isso todo mundo concordava. Mas, só eu imagei o tamanho da fortaleza que ele poderia se transformar.
E, enquanto eu comecei a desbravá-lo, com toda a minha vontade de vencer, as pessoas vinham atrás, me acompanhando.
Algumas até acreditaram, mas confesso que a grande maioria, apenas optou por me seguir. Apática.
E a verdade é que eu achava que poderia mesmo guiá-las.

Quando eu estava no meio deste job, surgiram outros dois.
Menores, chatos. Pequenos.
Um dos pequenos foi me avisado que era prioridade da casa, por isso, eu teria que assumi.
E eu assumi, porque também não fujo de nada.
Fiz um, depois o outro, e só depois o que elegi para chamar de meu.
É claro que não tive tempo para me dedicar a tantos, então, fiz um, depois o outro e depois convidei o sábado, o domingo e as madrugadas para produzir o que chamei de meu.

E para a minha alegria total, o meu havia chegado mesmo no formato que eu acreditava.
E acreditava que havia tratado ele com o respeito que merecia ser tratado.
Achei que estava a altura de chamar de meu.
Achei que poderia ganhar, que tinha chances. Eu acreditei.

Acontece que os caminhos tortos do meu destino, desta vez, se desencontraram de onde eu queria chegar.
Ganhamos o um, depois o outro.
O prioritário entrou para a casa como manda a etiqueta.
Mas o meu mesmo, aquele que eu fiquei feliz pelo o que entreguei, esse foi o único que me deixou na saudade.
E o que eu sinto agora é o tamanho do tombo.
De um tombo que é só meu. Porque a única pessoa que subiu fui eu.
Um tombo que fez eu me curvar diante daquilo que eu acreditei e daquilo que, por mais incrível que pareça, eu continuo acreditando.

Tem certos sentimentos que não precisavam existir.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

sobre-o-bichinho-da-razão

Esse post é para falar sobre a razão: aquele sentimento que não basta você ter o seu, é preciso também pegar o de outra pessoa para conseguir se sentir completo.

Se por um lado a emoção é regada a lágrimas e tragédias, a razão traz o amargo sabor do ressentimento.
Se na emoção as brigas são passionais e pessoais, no caso da razão são invasivas e doloridas.
Ter razão significa correr atrás de uma verdade que só existe e, se como não bastasse, você quer que esse alguém aceite a sua verdade. Assim mesmo, na bucha. Sem nem um copo de água para ajudar a descer.

A verdade é que a razão só tem valor para quem a consegue.
E esse valor é tão perecível que para mim não vale apena ferir por isso.

Ao contrário do que muitos acreditam, conseguí-la não é nenhuma vitória.
E, se a história é sempre escrita pelos vencedores quem as lê consegue muito bem distinguí-la se ela é merecida ou não.
E se não é reconhecida, para que serve a razão que você tanto buscou.

terça-feira, 27 de outubro de 2009


Depois de pesquisa, corre-corre, carrega peso, ajuda da Mariana e R$150 a menos na conta bancária, nasce mais um cantinho na minha casa.
Ainda está incompleto, mas já acho um amado.