terça-feira, 27 de outubro de 2009


Depois de pesquisa, corre-corre, carrega peso, ajuda da Mariana e R$150 a menos na conta bancária, nasce mais um cantinho na minha casa.
Ainda está incompleto, mas já acho um amado.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tava procurando esse texto a um tempão, agora achei.
Saudade dessa aí.

CAPRICÓRNIO
By singelices.blogspot.com

Tenho a lua e o ascendente em capricórnio. Sei bem o que é este signo de terra.
Agora espero a Manu, que nascerá sob este sol. Desde o dia 22 penso assim: se ela vier hoje vai ser como a Julia, uma menina que corre atrás dos sonhos sem nunca perder seu chão. Dia 25 seria como o menino Jesus, a tia Wilma e a Fernanda minha sobrinha, que tem essa mesma energia vital, olhos bem vivos também, capacidade de ver o real atrás do véu das emoções. Dia 26 e ela seria como a Fefê, de novo os olhos expressivos, as opiniões fortes, a intensidade com que leva a vida, mas a capacidade de ficar lúcida e agir como é preciso. Dia 30 e ela seria como sr Pedro Galoro, uma fortaleza, semente da terra, bravo, guerreiro. Depois, no dia 02 seria como a Titá que quando gosta, gosta muito, quando não gosta, não suporta e é responsável, leal, amorosa. Dia 04 e vinha alguém como a Loira, melhor em tudo o que faz, perfeccionista, trabalhadora. Dia 05 e ela será como tio Nis, meu padrinho, criatura admirável, sensata, de alma boa, honesto com seus sentimentos.
E, mais para frente tem a Carol, o Che e outros queridos que eu admiro. Mas que fazem aniversário depois do dia 10 e, por Deus, não posso esperar até lá.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Passaram pouco tempo juntos e o que mais a encantou foram o contorno das suas mãos.
E ela se resumiu a fotografá-las em todos os detalhes que podia, para nunca mais tirá-las da memória.
Eram grandes, claras e delicadas.
Dedos compridos, unhas transparentes, bem feitas e desenhadas.
Pareciam carinhosas, quentes, com aquele toque suave de enlouquecer.
E no fim do encontro ela constatou que aquelas mãos só poderiam mesmo ser de quem escreve palavras tão doces e dedicadas como só ele faz.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sonho contado em quarta pessoa

Elas chegavam atrasadas a uma palestra: cadeiras em auditório. Homenzinho engomado falando enquanto trocava slides de um ppt.

Elas exitavam um pouco antes de entrar e nasce um rubor nas suas bochechas de vergonha por chegar.

Mas, chegam. Alguém que as conhecem está sentada entre aqueles que assistem, olha para trás e as reconhece. Ao seu lado, está uma menina com cara de flor. Eles se olham, olham para as duas, riem por algum motivo e apontam um lugar logo a frente para que elas se sentem.

Das duas, uma é mais atirada e loira. A outra tem cabelos compridos. A loirinha se aproxima dos lugares e a outra sente o coração gelar. Na frente dos conhecidos, havia sentados três lindas moças com marcas redondas na testas e um cara que a fez congelar.

Aí, ela tentou se esconder sob os cabelos compridos e desviou o olhar como se estivesse olhando “além dele”, sem tê-lo visto ali.

Ele percebeu a situação, soltou um sorriso e se ajeitou na cadeira. As moças não gostaram da presença delas ali e, junto com a cara de flor, logo pensaram em uma maneira de afastá-las.
Sentaram uma fileira na frente dele. A loira puxando a de cabelos comprido pelo baixo, que mexia na bolsa procurando um moleskine que não tinha.

Sentaram e se ajeitaram.

A de cabelos compridos faz um comentário com a loira e sente uma mão sobre o seu ombro. Acha que é a dele. Ele novamente a sorri. É de um não conhecido que fala alguma coisa que ela não escuta.

Cabelos compridos não se aguenta. Passa a mão no celular e simula uma ligação, se levantando do seu lugar, irritando todos os outros da fileira e corre fora da sala.
Ele olha para ela e ainda sorri, sabendo que a desconcerta.

Ela sai. A loira fica. Entra sozinha no banheiro e se tranca em uma baia daquelas. Senta no chão encolhida, emaranhada nos seus cabelos e descabidamente envergonhada.
Escuta um toc toc. Fica com medo de abrir. Mas, abre.

É a cara de flor e as meninas marcadas. Elas chacotam da de cabelo comprido e entregam um papel amassado. Com medo e chorando muito, ela abre o papel. Está em branco. E ela sente ali, naquele momento, a sua insignificancia para a vida.
Tudo vai se ofuscando, ofuscando, até ela sumir do meu ângulo de visão.

Volta a cena. A Cabelos compridos andando pelas ruas de Paris. Ainda triste. Ainda encabulada.
Para em uma rua compriiiida e vê ele o cara vindo de longe. Ambos andando sozinhos e na mesma direção. Ela trava. Coração congelado. Ele parece não a reconhecer. Mas ela sabe bem quem ele é.

Continuam andando. Ela de vestido branco. Ele de boina na cabeça. Se cruzam no meio da rua. Ela olha para o chão e tenta apressar o passo, quer fugir dali. Ele nem a percebe no início, mas depois que já cruzou com ela, olha para trás e mexe a cabeça como que para lembrar.

Simula uma fala, um chamado, um reconhecimento. Mas, mas se cala para deixá-la ir.

Eles continuam seguindo caminhos opostos, mas volta e meia, olham para trás para deixar seus olhares se tocarem.

Ele não sabe quem é ela se a encontrar novamente na rua.
Ela não acredita que ele possa existir de verdade.

O sonho acaba com a minha imagem sentada no meio da rua, bem naquele cruzamento. E lá eu permaneci até acordar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agora, eu estava ffffoundiando e deu nisso...








Layers

Antes deles se conhecerem, ele aprendeu a admirá-la somente pelo que não via do lado de fora do casulo.
Era límpida. Simples demais para ser qualquer coisa que o impressionasse.
Estava longe, estática a ponto de não deixá-la mexer os lábios pra fazer-se verdade. Uma impostora, da mais alta categoria.
Era engraçado imaginá-la se equilibrando naquele salto, passando a sensação de ser uma fortaleza inquebrável. Era engraçado fazê-la se desequilibrar entre palavras decoradas e corar de vergonha tentando animar em notas perfeitas aquele que mesmo o mais incapaz classificaria como improviso.
Quando ele chamava, ela sempre vinha. Um pouco mais desconfiada do que parecia ser, mas impossibilitada de negar. Era fácil notar o cuidados dos seus dedos nas respostas. Era fácil notar que o casulo era só a primeira camada de uma crosta difícil de penetrar.

Antes deles se conhecerem, ele lhe parecia um cara meio estranho. Estranho principalmente por parecer se interessar um pouco mais que a verdade. O que a atraía como um imã era o desafio. Um desafio que só existia para ela e, tudo bem, já parecia mesmo o bastante para o que tinha ali. O conhecia por palavras singelas e somente as palavras já a fazia perder o ar. Ela podia o imaginar cheio de defeitos. Todos aqueles que ela mais odiava em um cara. Rezava para que tivesse todos eles e assim podia quase sentir seu hálito ali do lado. Existindo. Era engraçado notar como o ciúme surgia sem ela querer, logo ela que se orgulhava tanto em nunca ter do que se enciumar.

Se conheciam pelo o que não viam. Nenhum dos dois, nem lá, nem cá.
E isso não era graça para ninguém, mas apenas uma imposição do destino.
Uma imposição que não merecia ser questionada, ao menos que fosse eliminada para o resto das suas vidas.
A gente vai cansando...

Toda semana é a mesma coisa.
Alguém por um acaso conhece algum jornalista, antropólogo, sociólogo ou qualquer outro “ólogo” que trabalha em uma agência de publicidade, promoção ou, como dizem por aí, comunicação 360°...
Se conhece, por favor, deixe aqui a sua opinião.
Tudo bem, eu sou jornalista formada. Mas, por estar há anos trabalhando no labirinto infundado de egos e opiniões publicitárias, não me considero mais uma jornalista. Na verdade, nunca me considerei. E, se vc conhece alguém, de verdade, que consegue exercer o seu trabalho de “ólogo” (e não pilantrólogo”) estando inserido no mundo da publicidade, repito a minha solicitação e escrevo: Por favor, deixe a sua opinião e, se possível, nome e telefone desse ser também.

Esses dias, fui em uma palestra e o palestrante falou que não gosta da palavra tendência... gente, tendência é tendência e se eu não usar isso, que eu que vou usar? O problema não é usar a palavra, mas é colocada em um contexto hype que não existe. Em um contexto hype que eu não me enquadro. E que eu nunca consegui me enquadrar. Um contexto que me persegue e, todos os dias, tenta me colocar onde eu nunca quero estar.

Que o mundo publicitário é feito de blábláblá eu já sabia, mas ser sempre o mesminho blábláblá desde que cheguei a São Paulo, isso sim me cansa.
É sempre equipe multidisciplinar. É sempre pessoas e não consumidores. É sempre o consumidor no comando. É sempre “ofereci mobile marketing primeiro”. É sempre “apostem nas redes sociais”. Balela!!!
A gente acha que sabe demais. Acha que chegou no melhor conceito. Na melhor idéia. Naquela sacada espetacular.
Sacada que só a gente mesmo entende. E bate palma e fala: genial, du caralho.
A minha mãe que tá em casa, tá cagando para a sacada genial. Ela nem entende a sacada genial. Ela compra porque ela precisa. Ela conhece por conhece e só.
Nem venham me contrariar com essa história toda de mensagem subliminar, mensagem por repetição e essas teorias de Kotler que a gente sempre recorre quando está tão frustrado com a mediocridade do nosso trabalhinho genial feito, cada vez mais, só para a gente.
Não achem que eu tô ficando louca, porque sou sim uma daqueles planejamentos que usam 150 slides para comprovar que conheço a mente de pessoas que eu nunca vi na vida e que, no momento, estão muito mais preocupadas em sobreviver do que em entender o que a minha propaganda estão querendo dizer.

Hoje eu só quero dizer que uma idéia é uma idéia. As vezes é boa. As vezes é ruim e as vezes nem idéia é. E tudo bem também!
E que eu, sou só eu. Sem entender porra nenhuma de cabeça de consumidor, sem entender nada de baixa renda. Sem entender nem meus pensamentos.
E você também, é só você. Que pode ter um grupinho de amigos que te acha criativo. Que pode ter clientes que topam levar o que vc sugeriu para Cannes. Que pode achar que sabe alguma coisa, mas num sabe porra nenhuma e até hoje, está se perguntando porque levou um pé na bunda aos 11 anos.

Aqui, sou só eu experimentando. Novos caminhos, novos processos. Novos discursos.
E aí é só você. Achando que sabe mais do que sabe e testando mais do que acertando.
Aqui sou só eu que, no máximo, consigo dizer do que EU gosto. Isso se eu não estiver na TPM.
E aí é só você que nem sabe dizer o que gosto. Mesmo fora da TPM. Mesmo se eu te contar o que é.

E, para terminar, já que se dizem tão criativos, inventa um discurso novo, vai. Por favor.