skip to main |
skip to sidebar
Depois de pesquisa, corre-corre, carrega peso, ajuda da Mariana e R$150 a menos na conta bancária, nasce mais um cantinho na minha casa.Ainda está incompleto, mas já acho um amado.
Tava procurando esse texto a um tempão, agora achei.Saudade dessa aí.CAPRICÓRNIOBy singelices.blogspot.comTenho a lua e o ascendente em capricórnio. Sei bem o que é este signo de terra.Agora espero a Manu, que nascerá sob este sol. Desde o dia 22 penso assim: se ela vier hoje vai ser como a Julia, uma menina que corre atrás dos sonhos sem nunca perder seu chão. Dia 25 seria como o menino Jesus, a tia Wilma e a Fernanda minha sobrinha, que tem essa mesma energia vital, olhos bem vivos também, capacidade de ver o real atrás do véu das emoções. Dia 26 e ela seria como a Fefê, de novo os olhos expressivos, as opiniões fortes, a intensidade com que leva a vida, mas a capacidade de ficar lúcida e agir como é preciso. Dia 30 e ela seria como sr Pedro Galoro, uma fortaleza, semente da terra, bravo, guerreiro. Depois, no dia 02 seria como a Titá que quando gosta, gosta muito, quando não gosta, não suporta e é responsável, leal, amorosa. Dia 04 e vinha alguém como a Loira, melhor em tudo o que faz, perfeccionista, trabalhadora. Dia 05 e ela será como tio Nis, meu padrinho, criatura admirável, sensata, de alma boa, honesto com seus sentimentos.E, mais para frente tem a Carol, o Che e outros queridos que eu admiro. Mas que fazem aniversário depois do dia 10 e, por Deus, não posso esperar até lá.
Passaram pouco tempo juntos e o que mais a encantou foram o contorno das suas mãos.E ela se resumiu a fotografá-las em todos os detalhes que podia, para nunca mais tirá-las da memória.Eram grandes, claras e delicadas. Dedos compridos, unhas transparentes, bem feitas e desenhadas.Pareciam carinhosas, quentes, com aquele toque suave de enlouquecer.E no fim do encontro ela constatou que aquelas mãos só poderiam mesmo ser de quem escreve palavras tão doces e dedicadas como só ele faz.
Sonho contado em quarta pessoaElas chegavam atrasadas a uma palestra: cadeiras em auditório. Homenzinho engomado falando enquanto trocava slides de um ppt. Elas exitavam um pouco antes de entrar e nasce um rubor nas suas bochechas de vergonha por chegar. Mas, chegam. Alguém que as conhecem está sentada entre aqueles que assistem, olha para trás e as reconhece. Ao seu lado, está uma menina com cara de flor. Eles se olham, olham para as duas, riem por algum motivo e apontam um lugar logo a frente para que elas se sentem.Das duas, uma é mais atirada e loira. A outra tem cabelos compridos. A loirinha se aproxima dos lugares e a outra sente o coração gelar. Na frente dos conhecidos, havia sentados três lindas moças com marcas redondas na testas e um cara que a fez congelar.Aí, ela tentou se esconder sob os cabelos compridos e desviou o olhar como se estivesse olhando “além dele”, sem tê-lo visto ali. Ele percebeu a situação, soltou um sorriso e se ajeitou na cadeira. As moças não gostaram da presença delas ali e, junto com a cara de flor, logo pensaram em uma maneira de afastá-las.Sentaram uma fileira na frente dele. A loira puxando a de cabelos comprido pelo baixo, que mexia na bolsa procurando um moleskine que não tinha. Sentaram e se ajeitaram.A de cabelos compridos faz um comentário com a loira e sente uma mão sobre o seu ombro. Acha que é a dele. Ele novamente a sorri. É de um não conhecido que fala alguma coisa que ela não escuta.Cabelos compridos não se aguenta. Passa a mão no celular e simula uma ligação, se levantando do seu lugar, irritando todos os outros da fileira e corre fora da sala.Ele olha para ela e ainda sorri, sabendo que a desconcerta.Ela sai. A loira fica. Entra sozinha no banheiro e se tranca em uma baia daquelas. Senta no chão encolhida, emaranhada nos seus cabelos e descabidamente envergonhada.Escuta um toc toc. Fica com medo de abrir. Mas, abre.É a cara de flor e as meninas marcadas. Elas chacotam da de cabelo comprido e entregam um papel amassado. Com medo e chorando muito, ela abre o papel. Está em branco. E ela sente ali, naquele momento, a sua insignificancia para a vida.Tudo vai se ofuscando, ofuscando, até ela sumir do meu ângulo de visão.Volta a cena. A Cabelos compridos andando pelas ruas de Paris. Ainda triste. Ainda encabulada.Para em uma rua compriiiida e vê ele o cara vindo de longe. Ambos andando sozinhos e na mesma direção. Ela trava. Coração congelado. Ele parece não a reconhecer. Mas ela sabe bem quem ele é.Continuam andando. Ela de vestido branco. Ele de boina na cabeça. Se cruzam no meio da rua. Ela olha para o chão e tenta apressar o passo, quer fugir dali. Ele nem a percebe no início, mas depois que já cruzou com ela, olha para trás e mexe a cabeça como que para lembrar. Simula uma fala, um chamado, um reconhecimento. Mas, mas se cala para deixá-la ir.Eles continuam seguindo caminhos opostos, mas volta e meia, olham para trás para deixar seus olhares se tocarem.Ele não sabe quem é ela se a encontrar novamente na rua.Ela não acredita que ele possa existir de verdade.O sonho acaba com a minha imagem sentada no meio da rua, bem naquele cruzamento. E lá eu permaneci até acordar.
LayersAntes deles se conhecerem, ele aprendeu a admirá-la somente pelo que não via do lado de fora do casulo. Era límpida. Simples demais para ser qualquer coisa que o impressionasse.Estava longe, estática a ponto de não deixá-la mexer os lábios pra fazer-se verdade. Uma impostora, da mais alta categoria. Era engraçado imaginá-la se equilibrando naquele salto, passando a sensação de ser uma fortaleza inquebrável. Era engraçado fazê-la se desequilibrar entre palavras decoradas e corar de vergonha tentando animar em notas perfeitas aquele que mesmo o mais incapaz classificaria como improviso.Quando ele chamava, ela sempre vinha. Um pouco mais desconfiada do que parecia ser, mas impossibilitada de negar. Era fácil notar o cuidados dos seus dedos nas respostas. Era fácil notar que o casulo era só a primeira camada de uma crosta difícil de penetrar. Antes deles se conhecerem, ele lhe parecia um cara meio estranho. Estranho principalmente por parecer se interessar um pouco mais que a verdade. O que a atraía como um imã era o desafio. Um desafio que só existia para ela e, tudo bem, já parecia mesmo o bastante para o que tinha ali. O conhecia por palavras singelas e somente as palavras já a fazia perder o ar. Ela podia o imaginar cheio de defeitos. Todos aqueles que ela mais odiava em um cara. Rezava para que tivesse todos eles e assim podia quase sentir seu hálito ali do lado. Existindo. Era engraçado notar como o ciúme surgia sem ela querer, logo ela que se orgulhava tanto em nunca ter do que se enciumar. Se conheciam pelo o que não viam. Nenhum dos dois, nem lá, nem cá.E isso não era graça para ninguém, mas apenas uma imposição do destino.Uma imposição que não merecia ser questionada, ao menos que fosse eliminada para o resto das suas vidas.
A gente vai cansando...Toda semana é a mesma coisa.Alguém por um acaso conhece algum jornalista, antropólogo, sociólogo ou qualquer outro “ólogo” que trabalha em uma agência de publicidade, promoção ou, como dizem por aí, comunicação 360°...Se conhece, por favor, deixe aqui a sua opinião.Tudo bem, eu sou jornalista formada. Mas, por estar há anos trabalhando no labirinto infundado de egos e opiniões publicitárias, não me considero mais uma jornalista. Na verdade, nunca me considerei. E, se vc conhece alguém, de verdade, que consegue exercer o seu trabalho de “ólogo” (e não pilantrólogo”) estando inserido no mundo da publicidade, repito a minha solicitação e escrevo: Por favor, deixe a sua opinião e, se possível, nome e telefone desse ser também.Esses dias, fui em uma palestra e o palestrante falou que não gosta da palavra tendência... gente, tendência é tendência e se eu não usar isso, que eu que vou usar? O problema não é usar a palavra, mas é colocada em um contexto hype que não existe. Em um contexto hype que eu não me enquadro. E que eu nunca consegui me enquadrar. Um contexto que me persegue e, todos os dias, tenta me colocar onde eu nunca quero estar.Que o mundo publicitário é feito de blábláblá eu já sabia, mas ser sempre o mesminho blábláblá desde que cheguei a São Paulo, isso sim me cansa.É sempre equipe multidisciplinar. É sempre pessoas e não consumidores. É sempre o consumidor no comando. É sempre “ofereci mobile marketing primeiro”. É sempre “apostem nas redes sociais”. Balela!!!A gente acha que sabe demais. Acha que chegou no melhor conceito. Na melhor idéia. Naquela sacada espetacular.Sacada que só a gente mesmo entende. E bate palma e fala: genial, du caralho.A minha mãe que tá em casa, tá cagando para a sacada genial. Ela nem entende a sacada genial. Ela compra porque ela precisa. Ela conhece por conhece e só.Nem venham me contrariar com essa história toda de mensagem subliminar, mensagem por repetição e essas teorias de Kotler que a gente sempre recorre quando está tão frustrado com a mediocridade do nosso trabalhinho genial feito, cada vez mais, só para a gente.Não achem que eu tô ficando louca, porque sou sim uma daqueles planejamentos que usam 150 slides para comprovar que conheço a mente de pessoas que eu nunca vi na vida e que, no momento, estão muito mais preocupadas em sobreviver do que em entender o que a minha propaganda estão querendo dizer.Hoje eu só quero dizer que uma idéia é uma idéia. As vezes é boa. As vezes é ruim e as vezes nem idéia é. E tudo bem também!E que eu, sou só eu. Sem entender porra nenhuma de cabeça de consumidor, sem entender nada de baixa renda. Sem entender nem meus pensamentos.E você também, é só você. Que pode ter um grupinho de amigos que te acha criativo. Que pode ter clientes que topam levar o que vc sugeriu para Cannes. Que pode achar que sabe alguma coisa, mas num sabe porra nenhuma e até hoje, está se perguntando porque levou um pé na bunda aos 11 anos.Aqui, sou só eu experimentando. Novos caminhos, novos processos. Novos discursos.E aí é só você. Achando que sabe mais do que sabe e testando mais do que acertando.Aqui sou só eu que, no máximo, consigo dizer do que EU gosto. Isso se eu não estiver na TPM.E aí é só você que nem sabe dizer o que gosto. Mesmo fora da TPM. Mesmo se eu te contar o que é.E, para terminar, já que se dizem tão criativos, inventa um discurso novo, vai. Por favor.