Tô com vontade.
Agora mesmo, neste instante.
Uma vontade besta, que dói fininho dentro do meu coração.
Vontade de dar abraço apertado, de sumir as palavras de tanta alegria.
Vontade de olhos lacrimejando mesmo sem querer, de canto esquerdo do rosto ficando vermelhinho de tanto ser apertado contra o ombro.
Vontade de faltar o ar. Vontade de tremer, de quase cair.
Vontade de falar o que? o que? Tudo bem com você? Tudo! E ir assim mais longe, embolando o que se fala com o que se responde.
Vontade de ver com olhos pequenos, entre os cílios e, de suspirar, baixinho, batendo os pés no chão de tanta alegria por ver quem se quer.
Só essa vontade que dá. Mas nunca nunca passa.
Não passa com versos, não passa com telefonemas, não passa com sms.
Vontade que vai crescendo, bestinha, bobinha.
Vontade que quero matar, mas que sempre acha um jeito de se sobreviver. Em mim.
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