segunda-feira, 22 de setembro de 2008

sobre-a-minha-versão-de-twilight

Desde que Edward Cullen entrou na minha vida, me sinto como se estivesse girando sem parar em uma grande e iluminada roda gigante. Eu sabia que essa história de vampiro e humana não dá certo nem nos filmes de suspense e que, em algum momento, teríamos que tomar uma decisão muito séria sobre o nosso futuro, mas desde que aqueles olhos âmbar tocaram os meus no refeitório da escola, pensar neles se tornou um ato muito comum durante todo o meu dia. É cada vez mais difícil me concentrar em fazer alguma coisa que não seja imaginar e relembrar aquele dia que passamos juntos, à luz o sol, naquela praia longe do mundo e longe da minha vida.

Desde aquele dia, eu guardava comigo um sentimento mesclado de alegria e vergonha por não consegui me conter durante aquele nosso tão esperado primeiro beijo. Eu nunca tinha beijado ninguém antes dele, e isso sempre foi um grande problema para a minha vidinha chata. Como qualquer menina da minha idade, é claro que eu já tinha me apaixonado por outros meninos antes dele, mas a minha paixonite nunca durou mais do que alguns dias e algumas palavras trocadas com o apaixonado da vez. Sempre achei os garotos da minha idade imaturos e indefesos e, por conta disso, nunca me senti emocionalmente dominada por eles por muito tempo. Na verdade, nunca vi muita graça nos meninos da minha idade e acho que o destino foi muito legal comigo de me mandar um “um pouco” mais velho, mas com a embalagem de um novinho em folha – e lindo!


É claro que nunca admiti para Edward que aquele era o dia mais esperado da minha vida e que, para ele ser perfeito, como foi, só poderia ser com ele. Fiquei agradecida por ele não conseguir ler os meus pensamentos como fazia com as outras pessoas e não descobrir o tanto que a aproximação dele me fez nervosa, apreensiva e feliz. Será que eu faria certo? Será que a minha falta de experiência em beijos seria prejudicial logo agora? Afinal, a humana sou eu e eu deveria estar no comando.


Mas ele foi se aproximando de uma maneira tão decidida, tão direta que eu, em nenhum momento, pude detê-lo ou ter alguma incerteza do que iríamos fazer. Cada segundo dessa aproximação soou como uma eternidade dentro de mim. É claro que o meu coração estava aos pulos, não pude conter o rubor das minhas bochechas e a velocidade cada vez mais alterada da minha respiração. Ele ia chegando cada vez mais perto, com as mãos emoldurando o meu rosto, como se houvesse na vida alguma possibilidade de eu sair dali. Fechei os olhos não contendo a minha ansiedade que queimava dentro de mim: era o meu primeiro beijo, o meu primeiro e único amor. Ele era simplesmente o garoto mais extraordinariamente lindo que eu já tinha visto na minha vida e por algum motivo que eu não sabia como explicar, ele tinha se interessado justamente por mim. Agradeci aos céus por essa dádiva.


Enquanto eu estava perdida nos meus pensamentos, senti nos meus lábios quentes o toque frio dos seus. Eram pesados e delicados ao mesmo tempo. Ele entreabriu os lábios quase que confuso com o seu movimento. Ele também estava em êxtase, eu pude perceber de uma maneira que eu nem sei bem: a gente realmente se completava. Por uma fração de segundos respiramos o mesmo amor, e dividimos pensamentos apaixonados. Eu podia sentir que estava cada vez mais próximo de nos tornarmos uma só pessoa. Aquela pessoa que eu sempre quis ser na minha vida inteira.


Eu fiquei tão alucinada com aquele beijo que não consegui me conter ao pensamento de que ele fosse, enfim, se acabar em algum momento. E foi por isso que entrelacei os meus dedos nos cabelos dourados de Edward e o trouxe bem forte para mais perto de mim. Queria que ele sentisse o quanto eu o queria humanamente próximo e para sempre comigo. É claro que a minha atitude causou um certo espanto tanto nele quanto em mim, mas era simplesmente mais forte do que eu poderia suportar.


E nessa hora ele suavemente me afastou para longe do seu rosto e, quando os nossos olhos se fitaram novamente, eu pude perceber que ele fazia aquele ato também contra a sua vontade. É claro que eu sabia que ele tinha medo de me machucar, de não resistir, mas isso parecia extremamente pouco perante a vontade que surgia dentro de mim de recomeçar aquele beijo para nunca mais parar.


Ele sorriu desconcertado, mas me manteve a uma distância que julgava segura para o nosso amor. Balbuciou algumas palavras desorientadas e, mesmo sem entendê-las, pude perceber que aquilo seria o fim do nosso primeiro e precipitado ato de amor.

E foi só quando tudo terminou, que eu percebi que em nenhum momento eu tinha sentido medo Edward. A única coisa que ficou em mim foi uma vontade enorme de nunca mais deixar aquele beijo acabar.

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