
Estive pensando que, se o Cazuza não tivesse morrido, provalmente hoje ele seria um quarentão meio acabado, gay até a alma cor-de-rosa, babão e comedor de meninos novinhos, querendo levantar uma bandeira de rebelde e dono-da-verdade que, certamente, não cairia nada bem com as rugas e pelancas que ele temaria em esconder com botox.
Ganhar experência significa criar estômago de avetruz para engolir certas palavras e ter compostura para não repetir certos comportamentos. E se, depois de velho, você continua com seus mesmos comportamentos infantis as pessoas deixam de te aturar como um adolescente mimado e cheio atitude para virar um ser patético e pagador de mico sem noção.
A verdade é que, para alguns, não faz sentido envelhecer.
2 comentários:
Ju, será que o Cazuza seria assim?
O melhor do amadurecimento é a sabedoria.
E, também, a sabedoria de como expor sua sabedoria.
Para mim, o Cazuza já era um sábio. Virou mito com a morte, mas não deixaria de ser um sábio se tivesse vivo. E saberia como ser.
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Não dá pra pensar diferente.
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