domingo, 11 de novembro de 2007


Estive pensando que, se o Cazuza não tivesse morrido, provalmente hoje ele seria um quarentão meio acabado, gay até a alma cor-de-rosa, babão e comedor de meninos novinhos, querendo levantar uma bandeira de rebelde e dono-da-verdade que, certamente, não cairia nada bem com as rugas e pelancas que ele temaria em esconder com botox.


Ganhar experência significa criar estômago de avetruz para engolir certas palavras e ter compostura para não repetir certos comportamentos. E se, depois de velho, você continua com seus mesmos comportamentos infantis as pessoas deixam de te aturar como um adolescente mimado e cheio atitude para virar um ser patético e pagador de mico sem noção.


A verdade é que, para alguns, não faz sentido envelhecer.


2 comentários:

Luciana disse...

Ju, será que o Cazuza seria assim?

O melhor do amadurecimento é a sabedoria.
E, também, a sabedoria de como expor sua sabedoria.
Para mim, o Cazuza já era um sábio. Virou mito com a morte, mas não deixaria de ser um sábio se tivesse vivo. E saberia como ser.

Gianfranco disse...

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Não dá pra pensar diferente.