terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ju e Bê

Dias antes da Juliana ir para a maternidade, eu parava na frente da mesa dela e, com as mãos suadas e o coração acelerado perguntava quanto tempo faltava para o parto, como ela se sentia, se estava nervosa...
Aí ela reclinava na cadeira, passava as mãos nos cabelos, jogando-os para trás e falava sorrindo: "Ju, eu tô ótima. Fica calma que vai dar tudo certo!"
Eu, que deveria confortá-la no momento de ansiedade, deixava transparecer meu nervosismo, que batia de frente com toda a calma dela.
Assim, desse jeitinho, é a Juliana Nappo, que se Deus me permitisse resumir em poucas palavras seria equilibrio, inteligência e transparência.

Quinta feira passada ela me disse uma frase que me marcou:

"Julia, a gente deixa de ser filha para ser mãe!"

A Ju é recém-mãe da coisinha mais linda que eu já vi crescer na vida.

E me dá um aperto no peito de querer ser filha, de querer ter um filho, de querer ser mãe e ter perto a minha mãe.

Para a Ju e para o Bê, todo o meu carinho e meus sorrisos.






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