domingo, 20 de junho de 2010

Foi assim.
Primeiro trinquei os olhos um pouquinho, exatamente como eu faço quando estou cheia de ódio.
Comecei xingando baixinho. Só um chiadinho de leve. Muito pouco para o que o momento pedia.
De repente, quando aquele juiz chamou o Kaká de lado e tirou aquele cartão vermelho do bolso, pulei em pé, arranquei o chapéu temático que tava na cabeça, joguei na TV, fiquei bem na vista do juiz e danei a gritar.
Gritar com a alma, mais alto que eu podia, mais alto que aquelas vuvuzelas todas juntas, mais alto que distancia que separa o Brasil da Africa: timinho de merda, marrentos do caralho, só ganha ajudado pelo juiz, juiz maldito, filho da puta, ladrão do cacete, vai tomar no cu seu bando de viado, coitado do menino, Kaká você não fez nada esse timeco aí que não joga porra nenhuma, não fez nada seu juiz, injustiça de merda, seus fedidos, tomara que vocês se fodam no próximo jogo, vão para o inferno seu bando de corno...
Nessa hora, o Gian me chamou de canto e me deu um cartão vermelho também.

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