quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tem nada pior do que você perder quando você acha que vai ganhar.
Há umas duas semanas para trás, eu tinha um job aqui na agência.
Era importante. Muito. Mas ninguém pareceu dar muita bola para ele.
Era grande. Robusto, isso todo mundo concordava. Mas, só eu imagei o tamanho da fortaleza que ele poderia se transformar.
E, enquanto eu comecei a desbravá-lo, com toda a minha vontade de vencer, as pessoas vinham atrás, me acompanhando.
Algumas até acreditaram, mas confesso que a grande maioria, apenas optou por me seguir. Apática.
E a verdade é que eu achava que poderia mesmo guiá-las.

Quando eu estava no meio deste job, surgiram outros dois.
Menores, chatos. Pequenos.
Um dos pequenos foi me avisado que era prioridade da casa, por isso, eu teria que assumi.
E eu assumi, porque também não fujo de nada.
Fiz um, depois o outro, e só depois o que elegi para chamar de meu.
É claro que não tive tempo para me dedicar a tantos, então, fiz um, depois o outro e depois convidei o sábado, o domingo e as madrugadas para produzir o que chamei de meu.

E para a minha alegria total, o meu havia chegado mesmo no formato que eu acreditava.
E acreditava que havia tratado ele com o respeito que merecia ser tratado.
Achei que estava a altura de chamar de meu.
Achei que poderia ganhar, que tinha chances. Eu acreditei.

Acontece que os caminhos tortos do meu destino, desta vez, se desencontraram de onde eu queria chegar.
Ganhamos o um, depois o outro.
O prioritário entrou para a casa como manda a etiqueta.
Mas o meu mesmo, aquele que eu fiquei feliz pelo o que entreguei, esse foi o único que me deixou na saudade.
E o que eu sinto agora é o tamanho do tombo.
De um tombo que é só meu. Porque a única pessoa que subiu fui eu.
Um tombo que fez eu me curvar diante daquilo que eu acreditei e daquilo que, por mais incrível que pareça, eu continuo acreditando.

Tem certos sentimentos que não precisavam existir.

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