quarta-feira, 17 de setembro de 2008


Sobre-as-minhas-amigas-paulistas
Uma saiu de Nova Granada, foi princesa do Rodeio e é a pessoa mais pura que eu conheço.
A outra achava que era grega até ontem, descobriu-se russa hoje, está num momento "viva a vida loucamente" e é tão decidida que faz eu me sentir uma mosquinha. A anfitriã queima a cabeça das amigas, rala do dedo no fondue de chocolate, fica bêbada na primeira taça de pró-seco e é uma menina que confio a minha vida de olhos fechados.
E foi com essas queridas que fiz a primeira festa da Luluzinha de 2008, com direito a vinho - doce e amargo-, fotos, sorrisos, segredos que não podem sair de lá, conselhos, gritos e sms de despedida.
Ontem foi a primeira vez aqui em SP que eu não me lamentei por estar longe das minhas amigas. Foi quando eu falei alto e ninguém me mandou falar mais baixo. Foi quando eu tirei o sapato assim que cheguei e me sentei no chão de vestido sem me preocupar. Ontem foi quando eu entendi que, por mais que a minha vida tenha mudado, por mais que eu não tenha mais agendas coloridas para elas deixarem recados, por mais que eu não troque roupas com elas, por mais que eu esteja casada, cheia de contas para pagar, cheia de jobs para entregar, as amigas de verdade sempre encontram um jeito de, em uma noite, fazer tudo ficar mais perto.
E quando eu cheguei em casa, o Gian nem me perguntou sobre o encontro. E eu morri de amores por ele porque ele entendeu que naquele momento eu só precisava ser a Julia Fregona e não a Julia Fregona Zucoloto. Ele não me cobrou por isso.
É, ontem foi uma noite mais que legal!

Um comentário:

Guinéka disse...

Julia, assim a vida tem que ser.

Não tinha noção do tamanho da saudade que estava de vocês. E acredite: cheguei em casa super cansada, mas tão agitada com tanta coisa que eu não conseguia dormir.

E Gian não me surpreendeu, pois eu não esperava outra atitude dele.

Um beijo no coração, Grega / Russa!