Primeiro a gente começa entendendo que os consumidores, antes de mais nada, são pessoas.
Parece óbvio, batido, mas sempre nos esquecemos disso.
E por serem pessoas, possuem muito pouco tempo do seu dia para tomar grandes decisões como escolher o sabão em pó ou o cartão de crédito que irão usar naquele dia. Hoje mesmo, na visita da baixa renda perguntei a consumidora se ela conhecia todas as versões de Ace e ela falou não. E eu pensei, como não???? E ela me respondeu: "compro sabão em pó uma vez por mês. Se eu tenho, está bom. Julia, tenho filho para criar, comida para fazer, marido para cuidar. Me dê um bom motivo para pensar em sabão em pó." Machuca, eu sei! Passamos horas contando palavras de claim, dias pensando em conceitos, horas fazendo layouts de peças só que o que a moça falou é muito verdade.
Fico pensando o quanto essa resposta afeta o meu trabalho. O quanto de "bons motivos" agregamos para as marcas que trabalhamos e o quanto esse "bom motivo" e chegamos a conclusão que: só quando a gente entender que estamos falando com pessoas (e não somente com consumidores) é que a gente vai descobrir que não precisamos criar grandes campanhas de comunicação para convercermos a compra: precisamos apenas achar relevantes "bons motivos" para contar.
E os bons motivos estão aí, doidos para pularem na nossa cara, basta que tenhamos coragem para aceitá-los.
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