quinta-feira, 27 de dezembro de 2007


Todos os anos durante o Natal, eu volto para Linhares

É uma alegria enorme poder reencontrar pessoas queridas e reviver momentos que marcaram a minha juventude. É uma alegria enorme saber que eu ainda vivo a minha juventude.

Na hora de dormir, ou eu me aconchego na cama de casal da tia Regina ou me recolho ao meu sempre quarto do meio, onde passei tantas noites e vivi tantos segredos.

Em Linhares, depois das 11h da noite, não passa mais um carro na rua.

É uma cidadela vencida pelo cansaço do dia a dia e a garotada que ainda não se cansou e quer mais bagunça, precisa se contentar com a internet e as salas virtuais de bate papo que a globalização trouxe.

Ontem, enquanto o meu pai, minha mãe, minha madrinha e os cachorros dormiam, eu me debrucei na janela do meu quarto.

Vi a mesma casa amarela do outro lado da rua, moldurada pelo edifício construído na rua de trás.

Vi o mesmo coqueiro balançando e a mesma lua me iluminando do céu.

Relembrei a minha estrelinha protetora a qual eu direcionada todas as orações na calada da noite.

E foi somente ontem que eu descobri que eu continuo a mesma brejeira que segura o vestido esvoaçante nas esquinas de Linhares, só que agora entendo de estratégia de marcas e arranho no inglês.

2 comentários:

Anônimo disse...

Juca, como alguém que debruça na janela do quarto do meio e olha pra casa amarela como sempre pode imaginar que eu tava com raiva dela, como? Morri de rir com aquele teu recado e morri de chorar com esse teu texto de amor.
Feliz Ano Novo pra todos os Linharenses ilustres. Que 2008 leve o vento da tua cidade pra todos os cantos que você for.Ah, e feliz aniversário atrasado! Sorry, preta. Bjão, da Cice.

Ana Paula Marques disse...

Julita, minha brejeira preferida
sua graça é essa: ser a mesma, mas mudando a cada instante.
Amei seu recado, sua mensagem e sua companhia neste ano que passou.
Seja feliz, minha florzinha. Tenha um 2008 lindo.
Chica Barriguda