domingo, 14 de outubro de 2007

Cereja seja

Há tempo queria me vestir de cereja. Me melecar de cereja.
E esse desejo nasceu em algum momento da noite enquanto eu dormia:
Re construir a vida sempre aos pares e a forma sempre harmônica com que é representada
Passa pelo nome quase poético, suas flores sakura, o movimento dos seus galhos quando acariciados pelo vento do por do sol
Sinto minha pele tocada levemento pelo doce-ácido do seu sabor e minha mente embebecida por sua cereja-cor.
Acordo descalça do meu pensamento, despido de realidade, mas vívido de emoção
Corro para a janela d'alma procurando formas que me deslumbre e vejo na cereja tudo que preciso para acordar.
Gian, sabe qual a fruta que eu mais gosto?
Pêssego! Ele é certero naquilo que sabe há tempos
E qual me inspira?
Pêssego! Ele é certeiro até nas minhas ciladas
É a cereja. E nessa hora, já me coro como ela
Mas você já viu uma cereja? Indaga discrédulo o sabichão
Nunca vi com os olhos, mas sei que ela me completa na alma...

Agora e para sempre, cereja seja.

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