sexta-feira, 28 de setembro de 2007

sobre a mila, a saudade


Eu amo a Mila desde a primeira vez que eu a vi, embrulhada em uma manta branca, no dia 06 de janeiro de 89 em frente ao hospital Rio Doce.
Amo a Mila desde que eu escolhi seu nome, desde que corriamos do Doido da Lata, desde que dividíamos segredos, desde que a levava no Centenário para dançar forró no domingo.
Em algum momento, eu esqueci que a amava tanto e a gente brigou por uns anos. A gente brigava, ligava para a mamãe, falavamos que iamos nos socar e nos odiávamos por um segundo. E como diz a música, depois disso, nos amávamos mais.
Odiei o Chacal por um tempo porque a Mila poderia amá-lo mais do que a mim. Odiei a Natalie por um tempo porque achava que a Mila podia ama-la mais do que a mim. Aí um dia percebi que odiando-os eu a deixava infeliz e passei a amá-los só para vê-la sorrir.
Um dia o papai me falou que única pessoa que eu teria incondicionalmente na vida seria a Mila. E eu passei a amá-la mais depois disso.
E garanto que não é nada difícil amar essa bichinha. Ela tem olhos de pintinho, ela tem piadas ótimas, ela tem uma bunda invejável, ela corre como o power ranger, ela tem cabelo de "locutor de rádio".
Todos os dias eu penso na Mila. Todos os dias eu quero que a Mila seja mais feliz.
É por isso que eu choro, que eu rezo, que eu luto: para dar exemplo, para dar apoio, para fazê-la sorrir.
E eu não me incomodo que ela quebrou todas as minhas boquenas "chuquinhas", que ela roubava a minha agenda para tentar ler meus códigos, que ela quisesse as minhas amigas, que ela segurasse na manga da blusa de frio ao andar, que ela queria ficar no quarto quando eu queria contar um segredo para a Fernanda, que ela não arrumava a casa de Vitória, que ela não limpava o fogão e ele ficava tão sujo que a minha mão ficava grudada nele.
Eu faria tudo de novo por ela.
Eu daria meu mundo para ela.

Um comentário:

Cice Galoro disse...

Juca, não tem nada mais feliz que ter um irmão. Hoje senti a saudade que você sente. Sou você por aqui até debaixo d´água, mas se quiser ir mesmo, vá. Eu sei, eu entendo. Mas até lá.. fique!
Ah, e obrigada por me amar também.