quarta-feira, 6 de junho de 2007

o Adalho e a Dália


E todas as vezes que a saudade é cruel, escrevo um poema.
Aí me lembro da carinha do meu avô, orgulhoso do acróstico que a neta Julia fez.
E me lembro da minha avó, sentadinha na máquina de costura, tecendo um pachwork de retalhos coloridos.
Junto as letras com as cores dos tecidos. Acendo uma vela lá no interior e choro calada falta que me fazem.
É quando eu sinto o cheiro daquela lavanda doce e o som de uma risada gostosa. Volto acreditar.
Me sinto afagada por um abraço carinhoso e me lembro da promessa da viagem para a Itália que um dia ainda ei de cumprir...

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