Ontem eu não assistir ao Big Brother Brasil. Simplesmente porque a gente já sabe que final que vai dar. E ái se não der o final que a gente espera. Tem neguinho que bufa, tem neguinho que acusa a Globo de fraude, tem neguinho que chora. No final, todo mundo fala.
Acontece que no final da contas a gente percebe que, mais previsível que o ser humano, só outro ser humano. Quando a gente começa a estudar um pouquinho do comportamento dessa raça, percebemos que ela caminha para uma padronização. E quando eu falo padrões, eu não falo de tribos (que está muito relacionado com gosto), falo de comportamento mesmo. Do modo de acreditar, de pensar e de agir: temos que sentir pena do coitado e encher a boca para falar daquele que não presta. Nem sempre tem um porque para escolha, como diria o Gian, é meio "Forest Gump", você vê uma pessoa correndo e a segue sem nem saber porque. Ela deve ter o motivo dela- do qual vc desconhece - mas você segue porque vc tem o seu: se encaixar em um padrão. Nos últimos tempos, o padrão que as pessoas estão seguindo é o "digo o que quero, para quem quiser ouvir (ler) e é isso." Aí juntou com a parafernália armada pela web 2.0, aquela nossa velha conhecida, mas que agora ganhou um número no final para caracterizar uma nova era: o conteúdo colaborativo. Agora que todo mundo pode falar se quiser, agora que todo mundo pode ouvir se quiser, nasce uma legião de "achantes", que acham simplesmente por achar e tá bom demais! Aí eu pego tudo o que eu acho e que eu quero que as pessoas saibam que eu acho (porque preciso seguir um padrão) e jogo na internet que é puta lugar bacana para falar um monte de nada. Loto meu blog de informações do que eu penso. Encho meu orkut de fotos e perfis de como eu sou. Posto meus vídeos no youtube. Como diria as três fases de Maquiavel: Liberdade, fase 2. Aí vem o Google. Esse "ser" teve a brilhante idéia de compilar todos os dados da internet em um único sistema. Começou como um site de busca, adquiriu o Blogger maior rede da blogosfera e, "me dá para cá o Youtube". Pronto: sei o que pensa, como você é e até do que você acha graça. Um banco de dados contendo o padrão humano. Sublime! O problema é que isso leva a uma outra discussão: o poder da informação. Hoje a internet é um meio restrito, onde a maioria da população do mundo não tem acesso e nem quer ter. Acontece que a TV é um meio de massa e como diz o nome, tem uma abrangência que nem sabemos até onde vai. Se o Google, em algum momento, juntar com a CNN, por exemplo, com o controle da informação, nem imagino onde vamos parar. E com a retenção de toda a informação que há na internet o "ser" pode até alterar o passado. Há quem diga que quem detêm o passado, pode controlar o futuro. E quem sou eu para duvidar. George Orwell. 1984. E eu, que já tenho o até nome da heroína, pior ainda. Como diria as três fases de Maquiavel: Ditadura, fase final. No nosso "GRANDE IRMÃO", na TV ou na vida real, já sabemos quem será o vencedor. E quem quer ficar dentro? E quem quer ficar fora? E por fim, só o que aconselho: podem acabar com o petróleo, bebam toda água potável que quiserem, mas jamais, jamais digam sequer seu nome verdadeiro na internet.
Até um dia...
Ass:Vocês sabem quem.
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