Por: Julia Fregona
De uns tempos pra cá, começamos a viver uma “neura” de busca incessante por conteúdo.
Tudo precisa ter conteúdo. Até aquele cara loiro, alto e bonito que antigamente só servia para ser “esfregado” na cara daquela amiga invejosa, agora precisa vir com conteúdo embarcado. Não precisa ser de fábrica, que é exigir demais, mas pelo menos um adquirido, isso sim.
Começa todo mundo agora, a correr atrás do rabo, em busca de informações que gerem alguma coisa (porque para mim isso é o tal) e que torne a vida das pessoas mais relevantes e de preferencia, mais divertidas. Já se pensou e se fez de “um” tudo: jornalistas fazendo imersão na Sibéria para fazer um diário, cachorro transformado em gato por métodos behavioristas para simplesmente miar, musica cantada por canário. Tudo.
E no momento que o conteúdo comprado começa a ser considerado objeto em extinção, porque todo mundo o quer, inclusive eu, entram em cena aqueles que incentivam a produção digamos, independente dele. O youtube é uma prova disso. Os blogs e fotologs são formas inteligentes (?) de divulgação de conteúdo. Você mesmo faz, você mesmo consome. Fácil não?
Outro exemplo bacana é o Second Life, o massive multiplayer que vem se tornando uma febre para alguns e um câncer para outros. Apesar da Aninha não ter acreditado, tudo no jogo é pago, exceto o seu login inicial. E como você, é você mesmo no jogo, tem vestir uma roupinha da moda: passa o número do cartão de crédito para cá. E como você é você mesmo no jogo e tem que morar em algum lugar, então construa a sua casa e passa o seu cartão de crédito para cá. O que? Você não quer comprar? Aluga, mas antes, passa o seu cartão de crédito para cá.
O jogo oferece somente o seu login inicial mas a sua casa, a sua roupa, seu iPod e a sua entrada para assistir o Big Brother (porque até isso tem lá) você que se vire. E num é que tem gente ganhando a vida ficando horas na frente do computador, criando texturas e formas para vender na rede? Tem gente que até o emprego largou por conta disso e vive só de Second Life fazer vestido virtuais para o jogo. E se alguém como eu está aí se perguntando quem paga por isso, eu te digo: 1 milhão e meio de pessoas, pelo menos. Mais uma forma de deixar o consumidor criar o seu conteúdo, muito bem explorado.
Como aquela pesquisa americana revelou que o que os consumidores esperam da propaganda, (e aí faço um adendo aumentando para a vida toda) é a diversão, a busca pelo tão falado conteúdo promete ficar cada vez mais forte. Vão guardando os textos que eu mando aí porque qualquer dia, eles valerão ouro. Do jeito que as coisas estão, alguém duvida?
Um comentário:
Olá,
Curiosiamente escrevi sobre isso no meu blog há um tempo atrás...sofro do mesmo problema!
http://caldinas.blogspot.com/2007/02/sndrome-miditica.html
PS: adorei seu blog
Beijo,
Bruno
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